Reflexão:


Blog: http://observareabsorver.blogspot.com.br/

 

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PDÇara – Maio/Junho 2013


Estão abertas as Inscrições para o PDC 2013 do Instituto Çarakura!

Local: Sítio Çarakura – Ratones – Florianópolis/SC
Data: de 25 de maio à 02 de junho de 2013.
Contribuição: R$450,00 para inscrições até 15/05 – parceláveis em até 3x (depósito em conta em 20/04 e 20/05 e cheque para 20/06, entregue no início do Curso).
*Para inscrições feitas após 15/05, a contribuição será de R$500,00 – parceláveis em 2x (depósito em conta em 20/05 e cheque para 20/06).

Inscrições através do e-mail: carakura.instituto@gmail.com

Vagas limitadas!

A Vida e o Restaurante


Esta metáfora surgiu de um estudante de administração/gastronomia chamado Daniel:

Imagine-se responsável por um restaurante, você é o administrador e também o cozinheiro chefe.

Como todo restaurante, recebe diariamente muitos clientes distintos. Neste restaurante o cliente recebe o alimento que o administrador se dispõe a preparar, conforme ele percebe o cliente.

Dependendo o que se encontra na dispensa e na geladeira, preparam-se os pratos e estes são oferecidos aos clientes. As vezes nos distraímos e oferecemos alimentos azedos, estragados ou mau cozidos aos nossos clientes. No começo não conhecemos bem os alimentos, começamos a oferecer sempre o mesmo ou fazemos umas misturas estranhas…

Muitas vezes esquecemos de ligar para o Fornecedor e pedir alimentos, encontramos nossa dispensa vazia ou com muitos alimentos vencidos.

Mesmo assim, com todo esse amadorismo, os clientes novos e antigos continuam frequentando o restaurante. Alguns clientes comem e não gostam, não voltam mais, outros veem todos os dias, os chamados ” Da Casa”, outros reclamam sempre e até saem sem pagar…muitos com razão, pois ser administrador é uma tarefa que exige muita atenção e vigilância constante e nem sempre conseguimos oferecer um prato apetitoso !

Ao mesmo tempo somos clientes também em outros restaurantes e como um bom cliente buscamos exercer a gratidão, o perdão, a compaixão e a compreensão e as vezes também saber fazer uma reclamação amorosa.

A medida que o tempo passa e que evoluímos como Administradores do restaurante, começamos a montar pratos mais inusitados e criativos, ficamos mais seguros da nossa capacidade criadora e percebemos que temos que fazer um contato diário com o Fornecedor, que nunca nega nada, sempre manda rapidamente o que precisamos para fazer do nosso restaurante um referencial. O Fornecedor trabalha muito, fornece para todos os restaurante do mundo e respeita os pedidos, isto é: é importante que o administrador ligue diariamente para o Fornecedor, converse com ele, agredeça sempre a atenção, peça o que precisa claramente para trasnformar o restaurante em um lugar melhor para todos.

Aprendemos com o tempo que existem certos pratos e alimentos que não fazem sucesso e que precisamos sempre limpar a geladeira e verificar a dispensa, diariamente. Esta tarefa faz parte da admistração do restaurante e colocar esses alimentos fora, destinar de forma correta pois, o Fornecedor também recolhe o que não serve mais, este “lixo” é transformado e reciclado em algo novo.

Quando nos tornamos bons administradores e cozinheiros, o Fornecedor nos convoca para trabalhar com ele, isto é, ajudar a ser fornecedor de outros restaurantes. O que nos torna bons administradores é a vontade e a aspiração de a cada dia tornar nosso restaurante uma referencia de limpeza, organização, e boa comida, proporcionar bem-estar aos clientes ! Pois para que serve um restaurante se não para servir melhor os clientes?

Assim é a vida, você é o administrador e responsável pelo seu restaurante, seus clientes são tudo e todos com o que você se relaciona e os alimentos são nossos sentimentos, pensamentos e ações.

Alguns clientes precisam de paciência, atenção, outros de amor, alguns precisam de firmeza e coragem… Com vontade nos tornamos cozinheiros criativos e começamos a prepar diversos pratos: alegria com tolerância, paz com compaixão, silêncio com amor. força com exemplo e uma pitada de harmonia…

Com o tempo vamos conhecendo melhor cada alimento, as misturas, aprendemos a controlar nossa dispensa e percebemos melhor as necessidades dos nossos clientes.

Esqueci de mencionar que no restaurante tem uma caixa de sugestões, isto é, sempre que um cliente  tem uma dica que pode melhor o restaurante pode deixar escrita nessa caixa, pois para o administrador é uma grande oportunidade de melhorar seu restaurante !

O Fornecedor é Deus/Deusa, Universo, Fonte Única, Aquele que provê todo tipo de alimento e resolve aqueles alimentos que você os colocou no lixo; Ele resolve a partir do momento em que VOCÊ os coloca no lixo. Capiche?       Experimente um contato direto com o Fornecedor !

As vezes pegar umas dicas com os administradores mais experientes ou com os clientes antigos, fazer work-shops de aprimoramento são bem vindos ou até mesmo fechar o restaurante por um tempo para uma reforma geral. O mais importante é não perder o contato com o Fornecedor e estar sempre aberto a transformar o restaurante.

Que todos os restaurantes sejam feliz e que todos os clientes sejam livres !!

Bom Proveito !!

 

 

Filme – O Veneno está na Mesa


Segue os links:

Parte – 1 http://www.youtube.com/watch?v=WYUn7Q5cpJ8&NR=1
Parte – 2 http://www.youtube.com/watch?v=NdBmSkVHu2s&feature=related
Parte – 3 http://www.youtube.com/watch?v=5EBJKZfZSlc&feature=related
Parte – 4 http://www.youtube.com/watch?v=AdD3VPCXWJA&feature=related

“O veneno está na mesa”, o mais novo documentário do cineasta Silvio Tendler. O filme, feito para a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, mostra em apenas 50 minutos os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio.. Além dos ataques ao meio ambiente, os venenos cada vez mais utilizados nas plantações causam sérios riscos à saúde tanto do consumidor final quanto de agricultores expostos diariamente à intoxicação. Nessa história toda, só quem lucra são as grandes empresas transnacionais, como a Monsanto, Syngenta, Bayer, Dow, DuPont, dentre o utras.

O documentário aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional. No lugar, implantou um modelo que ameaça a fertilidade do solo, os mananciais de água e a biodiversidade, contaminando pessoas e o ar. Nós somos as grandes vítimas dessa triste realidade, já que o Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2 litros/ano por habitante. A ANVISA denuncia que, em 2009, quase 30% dos mais de 3000 alimentos analisados apresentaram resultados insatisfatórios, com níveisde agrotóxicos muito acima da quantidade tolerável. Os produtos orgânicos, mais indicados, são de difícil acesso à população em geral devido ao alto custo.

Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. Este é o caso de Adonai, um jovem agricultor que individualmente faz questão de plantar o milho sem veneno, enfrentando inclus ive programas de financiamento do governo que tem como condição o uso desses agrotóxicos. Outro exemplo vem da Argentina: em 2009, a presidenta Cristina Kirchner ordenou à ministra da saúde, Graciela Ocaña, a abertura de uma investigação oficial sobre o impacto, na saúde, do uso de agrotóxicos nas lavouras. Enquanto isso, no Brasil, há incentivo fiscal para quem usa esses produtos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país, com privilégio da segunda.

Debatedores destacam a importância do filme para divulgação do assunto

Em debate realizado após a exibição, o cineasta lembrou que o teatro Casa Grande nesta noite reiterou seu papel de resistência: enquanto na época da ditadura civil-militar reunia estudantes e militantes contra o inimigo fardado, “hoje o espaço serve para combater um inimigo invisível, que está diariamente em nossas mesas”. Letícia da Silva, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), destacou o papel fundamental do filme para a divulgação e a conscientização de um perigo que a gente nem sabe que corre. “Estamos aqui inclusive na luta por democracia, já que só as transnacionais são ouvidas neste assunto”.

Letícia explicou ainda como as transnacionais dos venenos trabalham para que seus produtos não sejam retirados do mercado no Brasil, mesmo sendo proibidos nos exterior: “Primeiro, tentam desqualificar nossos argumentos com pesquisas científicas mostrando que os agrotóxicos não fazem mal; depois, recebemos pressão diretamente de deputados ligados à bancada ruralista; por fim, entram com ações na justiça para continuar a venda dos agrotóxicos.”

Alexandre Pessoa, da Escola Politécnica Joaquim Venâncio (EPSJV/FIOCRUZ), afirmou que esta é uma luta não apenas contra os venenos, mas sim por um outro modelo de desenvolvimento, que priorize a vida e não os lucros. “Em julho do ano que vem o Br asil será sede de um encontro organizado pela ONU que irá discutir o modelo de desenvolvimento de vários países. Trata-se do Rio +20, momento apropriado para que os movimentos sociais exponham para o mundo o modelo que queremos, em contraste com o que está sendo desenvolvido”. Por fim, Nívia Regina, do MST, falou sobre a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, lançada em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. O objetivo é unir movimentos sociais e instituições públicas comprometidas para fazer críticas e propor alternativas ao atual modelo perverso de desenvolvimento do campo.

O Veneno está na mesa será em breve distribuído gratuitamente, além de ser exibido pela internet. Pelo BoletimNPC e Boletim do MST Rio divulgaremos como obter o vídeo, importante instrumento de denúncia e de conscientização para uma ameaça presente diariamente em nossas mesas.